Brfoto - Fórum de fotografia: FRAUDE NO CONCURSO PARA FOTÓGRAFO TÉCNICO PERICIAL - Brfoto - Fórum de fotografia

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FRAUDE NO CONCURSO PARA FOTÓGRAFO TÉCNICO PERICIAL

#1 Membro offline   Sganzerla 

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Postou 02 dezembro 2009 - 05:10

Participei desse concurso, e fui reprovado, embora tenha ido BEM em TODAS as etapas do processo.

A ironia disso tudo é que ao tentar justificar o "fracasso" para amigos e familiares, falei que para mim só poderia ter sido fraudado esse concurso, pois não entra na minha cabeça até hoje o fato de não ter passado, mesmo tendo tido alguns problemas com perguntas mal elaboradas por avaliadores mal preparados.

Acredito também que a maior parte dessas pessoas achou que minha postura de revolta era desculpa para justificar minha incompetência, mas pelo menos agora veio à tona o que já desconfiava.

LINK PARA A NOTÍCIA:

FRAUDE EM CONCURSO
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#2 Membro offline   Sandro - ENTRE-VISTA 

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Postou 02 dezembro 2009 - 05:22

"...tudo que você disser poderá ser usado contra você no tribunal..."
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#3 Membro offline   Santello 

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Postou 02 dezembro 2009 - 05:27

putaquoparil!!! isso é triste demais :rofl2:

cada vez que vejo uma merda dessas, me questiono se realmente é vale a pena ser honesto nesse paíszinho de bosta viu? parece que tudo é sempre feito apenas p/ quem tiver "nos esquemas"... é desanimador...

[]s

Edu Santello
a ávore símbolo do Brasil deveria ser o Ipê... afinal, é o que mais a gente tem aqui: IPtu, IPva, IPmf, IPi...


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#4 Membro offline   Sergito 

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Postou 02 dezembro 2009 - 07:35

Eu li no jornal.
To com ele aqui agora:

pergunta: O sr. pode conjugar o verbo "trazer" no futuro?

candidato (anota no papel e responde apos uma pausa): Eu trouxe...

pergunta: Isso eh pret'erito...O sr. consegue conjugar esse verbo no preterito?

candidato:

Eu trouxe
Tu trouxes
Ele trouxes
Nos trouxemos
Vos trocais
Eles trouxerao

pergunta: quem nasce na cidade de Sao Paulo?

candidato: paulista.

Melhor parar por aqui...


E os podres vao surgindo agora: fraude em 2005
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#5 Membro offline   Fábio Funaki 

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Postou 02 dezembro 2009 - 10:42

Que f...

Mas pergunta: fotógrafo pericial é igual à um CSI?
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#6 Membro offline   abatti95 

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Postou 02 dezembro 2009 - 10:49

Ver postSantello, em 2 Dec 2009, 06:27 PM, disse:

putaquoparil!!! isso é triste demais :click:

cada vez que vejo uma merda dessas, me questiono se realmente é vale a pena ser honesto nesse paíszinho de bosta viu? parece que tudo é sempre feito apenas p/ quem tiver "nos esquemas"... é desanimador...

[]s

Edu Santello


Concordo plenamente! Me questiono sempre sobre isto...

Realmente é desanimador... :rofl2:
www.flickr.com/photos/abatti95
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#7 Membro offline   Grutz 

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Postou 02 dezembro 2009 - 11:19

Tá cada vez pior!!!
Pior mesmo é a besta quadrada que não soube definir a si mesmo!!
Abraços,
Alessandro

Gruetzmacher
Grutz Fotografia
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#8 Membro online   Alessandro_sp 

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Postou 03 dezembro 2009 - 11:57

Ê, Flávio... Eu passei em segundo lugar para fotógrafo da prefeitura aqui de Itu, num concurso com DUAS vagas para esse cargo. Ou seja, tinha de ser chamado, não era nem questão de lista de espera. Pergunta se alguém foi chamado?

Além de tudo fui olhar no edital e eles convenientemente colocam a seguinte declaração:

Edital do concurso disse:

A aprovação e a classificação geram para o candidato apenas a expectativa de direito à nomeação, reservando-se a Administração o direito de proceder às nomeações, em número que atenda às necessidades de serviço, de acordo com a disponibilidade orçamentária e as vagas existentes.


Ou seja, fazem um concurso sem sequer disporem de vagas. Beleeeeeza.
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#9 Membro offline   IvandeAlmeida 

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Postou 03 dezembro 2009 - 12:31

Prezados;

É preciso compreender o sistema de concursos públicos, um importantíssimo avanço trazido pela Constituição Federal de 1988, visto que antes era na base do "quem indica".

Ocorre que a diretiva constitucional permanece sendo desagradável aos governantes, visto eles perderem uma das mais valiosas formas de retribuição política e de espalhamento de tentáculos pela máquina pública. Assim, é notável que em alguns concursos, especialmente aqueles de carreiras menos visíveis, seja tentada alguma forma de burlar o preceito contitucional, coisa que é muito mais difícil nos grandes concursos. Outra tentativa é a terceirização para driblar o concurso, e essa conta com o lobby empresarial que abocanha a parte do leão.

O caso do Flávio parece-me uma tentativa de burla pura e simples, e é ótimo que haja suficiente vigilância da sociedade para coibir e impedir a consumação da nomeação espúria. Contudo, a verdade é que em um concurso com 17000 candidatos, o nível de seleção será extrema, e não se pode esperar aprovação exceto com noptas excelentes (significando, de 9 para cima ou pouco abaixo disso). Não basta passar, é preciso passar entre as vagas.

Obviamente, concursos que incluem uma prova oral são "preparados" para produzirem distorções. É um absurdo uma prova oral, mesmo sendo essa aplicada apenas a uma fração dos candidatos (os concursos modernos têm uma etapa de redação, por exemplo, só acessível aos que estão dentro de 4X o número de vagas, conforme classificação das provas anteriores, evitando assim a correção de muitas redações.

Já a observação do Alessandro, essa é improcedente, pois é prerrogativa do ente público convocar para posse conforme sua conveniência, não sendo obrigado pelo resultado do concurso. Trata-se de expectativa de direito, e não direito, e eventual direito só vale contra nomeções fora da ordem de classificação, que podem ser impugnadas, mas chamar ou não depende de vontade administrativa. Por definição, o Direito Administrativo é exorbitante e derrogatório, porque a administração representa todas as pessoas, e assim não pode se relacionar com o particular em um nível de igualdade de obrigações, como em um contrato particular pode ser (reciprocidade de obrigações). A administração só pode nomear os concursados na ordem de classificação, mas pode não nomear ninguém.

É preciso lutar para aperfeiçoar o concurso público, e não desmoralizá-lo. A pior situação era a anterior do quem indica.
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#10 Membro offline   IvandeAlmeida 

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Postou 03 dezembro 2009 - 12:34

Ver postAlessandro_sp, em 3 Dec 2009, 12:57 PM, disse:

Ou seja, fazem um concurso sem sequer disporem de vagas. Beleeeeeza.


A tendência atual é a de fazerem concursos para formar banco de aprovados, que possam ser convocados, durante o prazo de validade dos concursos (dois anos, prorrogáveis por mais dois) cada vez que a administração precisar, sem a necessidade de realizar concursos a toda hora.

É uma forma de atender ao preceito constitucional e ao mesmo tempo ter agilidade de contratação. Então não necessariamente haverá de imediato as vagas objeto do concurso. E podem nunca serem aproveitadas, expirando o prazo sem convocação.

Faz parte, e é legítimo. O concurso não visa atender aos concursados, mas à administração.
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#11 Membro online   Alessandro_sp 

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Postou 03 dezembro 2009 - 12:55

Ivan, primeiro eles recebem o dinheiro da inscrição, sem em momento algum discriminar como chegaram naquele valor nem como será utilizado. Então essa prerrogativa do estado passa a ser o álibi perfeito para arrecadar uma graninha sem sequer precisar efetivamente dispor de vagas. Esse é o problema, essa zona nebulosa.

Acredito que a prefeitura tenha muito mais o que fazer do que catalogar possíveis futuros empregados para um "Banco de aprovados". Pra quê? Chamar daqui a 5 anos, quando o camarada já está empregado? Quando o salário que constava do edital passou de minguado a quase inexistente? Ah, sem essa... É falcatrua mesmo, apenas "legalizada" por um texto convenientemente escondido nas "disposições finais" do edital.
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#12 Membro online   Alessandro_sp 

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Postou 03 dezembro 2009 - 12:58

Ver postIvandeAlmeida, em 3 Dec 2009, 01:34 PM, disse:

Então não necessariamente haverá de imediato as vagas objeto do concurso. E podem nunca serem aproveitadas, expirando o prazo sem convocação.


Foi o caso, e pelo que sei para todos os cargos.

Quote

Faz parte, e é legítimo. O concurso não visa atender aos concursados, mas à administração.


Legitimado pela regra obscura que eles criaram, e que se fosse explicitada de maneira mais clara e evidente, teria profundo impacto no número de interessados.

Mas concordo, o concurso visa atender à administração. Só me abstenho de comentar COMO.
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#13 Membro offline   IvandeAlmeida 

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Postou 03 dezembro 2009 - 01:08

Ver postAlessandro_sp, em 3 Dec 2009, 01:55 PM, disse:

Ivan, primeiro eles recebem o dinheiro da inscrição, sem em momento algum discriminar como chegaram naquele valor nem como será utilizado. Então essa prerrogativa do estado passa a ser o álibi perfeito para arrecadar uma graninha sem sequer precisar efetivamente dispor de vagas. Esse é o problema, essa zona nebulosa.

Acredito que a prefeitura tenha muito mais o que fazer do que catalogar possíveis futuros empregados para um "Banco de aprovados". Pra quê? Chamar daqui a 5 anos, quando o camarada já está empregado? Quando o salário que constava do edital passou de minguado a quase inexistente? Ah, sem essa... É falcatrua mesmo, apenas "legalizada" por um texto convenientemente escondido nas "disposições finais" do edital.


Alessandro;

Quem se dispouser a fazer contas verificará que o custo dos concursos é muito maior do que o arrecadado na taxa de inscrição. Não faz sentido essa suposição de "arrecadar dinheiro". Fazer concurso é caro prá caramba, por isso mesmo estão adotando essa fórumula de banco de concursados.

O texto não precisa ficar escondido, pois é matéria elementar de direito administrativo. É óbvio que é assim. E ler atentamente o Edital de um concurso é essencial.

Volto a dizer que a administração pública não "contrata" nada com o candidato, nem poderia, porque ela não está ali para atender às necessidades do candidato, mas para atender às suas próprias necessidades. O direito administrativo está baseado na prevalência do interesse público sobre o particular. A administração não está em igualdade de condições com o particular.

Você pode não gostar, mas é assim em qualquer concurso público.

O concurso público é uma porta legítima para o serviço público, mas é preciso entender as regras dos concursos para evitar esse tipo de demanda, que, embora compreensível, é inútil. A prefeitura tem 4 anos (se prorrogar a validade do concurso) para chamá-lo. Se você não quiser mais, tanto faz, ela chama o próximo. O que interessa à prefeitura é poder nomear concursados, e não quem sejam eles.
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#14 Membro offline   IvandeAlmeida 

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Postou 03 dezembro 2009 - 01:19

Ver postAlessandro_sp, em 3 Dec 2009, 01:58 PM, disse:

Legitimado pela regra obscura que eles criaram, e que se fosse explicitada de maneira mais clara e evidente, teria profundo impacto no número de interessados.

Mas concordo, o concurso visa atender à administração. Só me abstenho de comentar COMO.


A regra não é obscura. É claríssima e não é culpa da administração que os candidatos não leiam o edital com atenção.

Sou servidor público concursado, em um concurso imensamente difícil que prestei em 1992, e depois disso leciono eventualmente matéria que é imbricada com o Direito Administrativo, tendo, por isso, uma noção bem razoável de sua doutrina. Já fui banca de concurso público, e você não queria saber o trabalho que dá elaborar questões onde não exista ambigüidade, onde a materia perguntada esteja perfeitamente mapeada na literatura indicada, onde as construções verbais sejam feitas e revisadas para impedir "pegadinhas" (impedir, e não inventar), etc. Normalmente as provas são feitas por aguém com um manual de como fazê-las, o que evitar, etc, são revisadas por uma supervisão pedagógica que rejeita questões, pede mudanças em outras, etc, e quando finalmente o consultor específico (professor-redator das questões) se entende com a supervisão pedagógica, as questões são mandadas para a revisão ort´gráfica e gramatical e mais uma série de reuniões acontecem para consolidar a forma (no caso das minhas, tive de trocar apenas uma palavra menos comum). Uma das minhas vaidades é que a minha prova foi a única na qual não houve sequer um recurso às questões, significando que os candidatos não encontraram vulnerabilidade alguma para reclamarem. Dá um trabalho do cacete. E eu nem participei de organização nem nada, só redigi a prova de uma das especialidades concursadas.
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#15 Membro offline   trotatorres 

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Postou 03 dezembro 2009 - 01:23

Ivan, creio que estas meio desatualizado com a atual jurisprudência pátria num ponto...risos (no mais, parece que estou lendo um administrativista, rsrs).

O STJ vem reiteradamente decindindo que o candidato que passar dentro das vagas previstas no edital possui direito subjetivo à nomeação, claro, dentro do prazo do concurso, que não necessariamente é de dois anos prorrogáveis por mais dois (que é o prazo máximo previsto na CF/88).

aluguns julgados:

DIREITO ADMINISTRATIVO. RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA.
CONCURSO PÚBLICO. CANDIDATO APROVADO DENTRO DO NÚMERO DE VAGAS
PREVISTO NO EDITAL. DIREITO SUBJETIVO À NOMEAÇÃO. EXISTÊNCIA.
PRECEDENTES DO STJ. RECURSO PARCIALMENTE PROVIDO.
1. O Superior Tribunal de Justiça firmou compreensão segundo a qual
o candidato aprovado em concurso público dentro do número de vagas
previsto no edital tem direito subjetivo de ser nomeado e empossado
no prazo de validade do certame.
2. Recurso ordinário parcialmente provido.
RMS 26447 / MS
RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA
2008/0044901-1



ADMINISTRATIVO. MANDADO DE SEGURANÇA. APROVAÇÃO EM CONCURSO PÚBLICO.
NOMEAÇÃO. DIREITO SUBJETIVO.
1. A classificação de candidato dentro do número de vagas
ofertadas pela Administração gera, não a mera expectativa, mas o
direito subjetivo à nomeação.
2. A administração pratica ato vinculado ao tornar pública a
existência de cargos vagos e o interesse em provê-los. Portanto, até
expirar o lapso de eficácia jurídica do certame, tem o poder-dever
de convocar os candidatos aprovados no limite das vagas que veiculou
no edital, respeitada a ordem classificatória. Precedentes.
3. A manutenção da postura de deixar transcorrer o prazo sem
proceder ao provimento dos cargos efetivos existentes por aqueles
legalmente habilitados em concurso público importaria em lesão aos
princípios da boa-fé administrativa, da razoabilidade, da lealdade,
da isonomia e da segurança jurídica, os quais cumpre ao Poder
Público observar.
4. Afasta-se a alegada conveniência da Administração como fator
limitador da nomeação dos candidatos aprovados, tendo em vista a
exigência constitucional de previsão orçamentária antes da
divulgação do edital (art. 169, § 1º, I e II, CF).
5. Recurso ordinário provido para conceder a segurança.
RMS 27311 / AM
RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA
2008/0151964-2



Alessandro, se ainda está no prazo o seu concurso, procure um Advogado para propor a medida judicial cabível!
0

#16 Membro offline   trotatorres 

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Postou 03 dezembro 2009 - 01:25

Aliás, acabo de ler acima, vc da aula de direito administrativo...
0

#17 Membro online   Alessandro_sp 

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Postou 03 dezembro 2009 - 02:05

Ver postIvandeAlmeida, em 3 Dec 2009, 02:08 PM, disse:

Alessandro;

Quem se dispouser a fazer contas verificará que o custo dos concursos é muito maior do que o arrecadado na taxa de inscrição. Não faz sentido essa suposição de "arrecadar dinheiro". Fazer concurso é caro prá caramba, por isso mesmo estão adotando essa fórumula de banco de concursados.


Vamos lá, então... Exercício de matemática. Levando em conta um concurso para cargos de baixa a média remuneração (nenhum cargo passava de 2 mil reais, que me lembre), OK?

Prédios de escolas públicas para a execução da prova (duvido que o Estado cobre da administração, provavelmente os prédios sejam cedidos para tanto)
Elaboração, impressão e distribuição de provas nos locais
Fiscais de prova (1 para cada 30 ou 40 participantes do concurso)
Correção das provas (por gabaritos)
Eventuais revisões (eu pedi, a questão estava errada, não alteraria meu resultado, mas cheguei a discutir com o dono da empresa sobre isso e não houve revisão alguma - por completa falta de orientação deles)

Bom, posso te informar que normalmente todos exceto o primeiro item (prédios) são encaminhados a empresas especializadas (:rofl2: deveria existir uma licitação ou algo parecido para definir qual a empresa a executar esse serviço, mas aí entramos em outra zona nebulosa)

Inscrições na média a 50 reais por cabeça, acredito que cerca de 5 a 10 mil inscritos. Acho que vai aí uma boa graninha, não? Se quiser, levante o valor do custo-hora de um professor para elaborar as provas e de uma equipe para corrigir, o que acredito que seja o "grosso" do valor investido. Aposto que não chega perto do que é levantado.

Quote

O texto não precisa ficar escondido, pois é matéria elementar de direito administrativo. É óbvio que é assim.


É óbvio que 90% das pessoas que participam de concursos como esse não tem a mínima noção disso, NEM PRECISARIAM TER (haviam vagas até para borracheiros, faxineiras, etc, todos pagando inscrição).

Quote

E ler atentamente o Edital de um concurso é essencial.


Concordo. Infelizmente o mesmo deveria ser escrito de maneira acessível a todos. Da mesma forma que é quase impossível para um cadeirante subir uma calçada alta, é quase impossível para a maioria dos candidatos do concurso compreender na íntegra o edital. Eles apenas consultam as tabelas de cargos, valores e locais de provas. Se tanto.

Se fosse apenas para compor um banco de candidatos, não seria correto explicitar isso claramente no edital? "A Prefeitura não se compromete a chamar os candidatos. Estamos no momento apenas compondo um banco de candidatos."

O edital é apenas um respaldo legal para eventualidades, que dá margem a práticas questionáveis. Gostaria de ver uma prestação de contas da verba arrecadada com a realização de um concurso, nem que fosse a nota fiscal discriminada da empresa que executou o serviço.

Quote

Volto a dizer que a administração pública não "contrata" nada com o candidato, nem poderia, porque ela não está ali para atender às necessidades do candidato, mas para atender às suas próprias necessidades. O direito administrativo está baseado na prevalência do interesse público sobre o particular. A administração não está em igualdade de condições com o particular.


Sim, concordo. Em tese isso está correto, mas há muito espaço aí para falcatruas, justamente na possibilidade de não contratação. Me responda, Ivan, como podem determinar o número exato de vagas para constar do edital, se as mesmas não existem?

Quote

Você pode não gostar, mas é assim em qualquer concurso público.


Sinceramente, não é questão de gostar ou não. É questão de certo e errado, de iludir as pessoas. Nem sempre o que é legal é ético, embora isso devesse ser uma implicação bidirecional.

Quote

O concurso público é uma porta legítima para o serviço público, mas é preciso entender as regras dos concursos para evitar esse tipo de demanda, que, embora compreensível, é inútil. A prefeitura tem 4 anos (se prorrogar a validade do concurso) para chamá-lo. Se você não quiser mais, tanto faz, ela chama o próximo. O que interessa à prefeitura é poder nomear concursados, e não quem sejam eles.


Que demanda, Ivan?

Sobre o prazo, a título de curiosidade, era de 1 ano prorrogável por mais 1. Já caducou tanto o prazo normal como a prorrogação.
0

#18 Membro online   Alessandro_sp 

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Postou 03 dezembro 2009 - 02:12

Ver postIvandeAlmeida, em 3 Dec 2009, 02:19 PM, disse:

A regra não é obscura. É claríssima e não é culpa da administração que os candidatos não leiam o edital com atenção.

Sou servidor público concursado, em um concurso imensamente difícil que prestei em 1992, e depois disso leciono eventualmente matéria que é imbricada com o Direito Administrativo, tendo, por isso, uma noção bem razoável de sua doutrina. Já fui banca de concurso público, e você não queria saber o trabalho que dá elaborar questões onde não exista ambigüidade, onde a materia perguntada esteja perfeitamente mapeada na literatura indicada, onde as construções verbais sejam feitas e revisadas para impedir "pegadinhas" (impedir, e não inventar), etc. Normalmente as provas são feitas por aguém com um manual de como fazê-las, o que evitar, etc, são revisadas por uma supervisão pedagógica que rejeita questões, pede mudanças em outras, etc, e quando finalmente o consultor específico (professor-redator das questões) se entende com a supervisão pedagógica, as questões são mandadas para a revisão ort´gráfica e gramatical e mais uma série de reuniões acontecem para consolidar a forma (no caso das minhas, tive de trocar apenas uma palavra menos comum). Uma das minhas vaidades é que a minha prova foi a única na qual não houve sequer um recurso às questões, significando que os candidatos não encontraram vulnerabilidade alguma para reclamarem. Dá um trabalho do cacete. E eu nem participei de organização nem nada, só redigi a prova de uma das especialidades concursadas.


Eu não faria uma generalização a partir de você. Você usa um português notadamente castiço, e se o usa para um forum, o que não faria para algo mais formal e importante como uma prova?

Meus parabéns pela elaboração de questões, tenho certeza de que você é a exceção e não a regra.

Sei o trabalho que dá elaborar questões e corrigir provas, e acredito sim que deva ser corretamente remunerado. O que não quer dizer que em todos os concursos isso seja feito corretamente (equipe capacitada, revisões, desambiguações, o que for). Como eu disse, havia uma questão muitíssimo mal elaborada na minha prova de matemática, a qual mostrei para diversos amigos da área de exatas, e de cuja solicitação de anulação não obtive resposta que não a extrema falta de educação da "empresa" contratada para tanto.
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#19 Membro online   Alessandro_sp 

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Postou 03 dezembro 2009 - 02:15

Ver posttrotatorres, em 3 Dec 2009, 02:23 PM, disse:

Ivan, creio que estas meio desatualizado com a atual jurisprudência pátria num ponto...risos (no mais, parece que estou lendo um administrativista, rsrs).

O STJ vem reiteradamente decindindo que o candidato que passar dentro das vagas previstas no edital possui direito subjetivo à nomeação, claro, dentro do prazo do concurso, que não necessariamente é de dois anos prorrogáveis por mais dois (que é o prazo máximo previsto na CF/88).

aluguns julgados:

DIREITO ADMINISTRATIVO. RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA.
CONCURSO PÚBLICO. CANDIDATO APROVADO DENTRO DO NÚMERO DE VAGAS
PREVISTO NO EDITAL. DIREITO SUBJETIVO À NOMEAÇÃO. EXISTÊNCIA.
PRECEDENTES DO STJ. RECURSO PARCIALMENTE PROVIDO.
1. O Superior Tribunal de Justiça firmou compreensão segundo a qual
o candidato aprovado em concurso público dentro do número de vagas
previsto no edital tem direito subjetivo de ser nomeado e empossado
no prazo de validade do certame.
2. Recurso ordinário parcialmente provido.
RMS 26447 / MS
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ADMINISTRATIVO. MANDADO DE SEGURANÇA. APROVAÇÃO EM CONCURSO PÚBLICO.
NOMEAÇÃO. DIREITO SUBJETIVO.
1. A classificação de candidato dentro do número de vagas
ofertadas pela Administração gera, não a mera expectativa, mas o
direito subjetivo à nomeação.
2. A administração pratica ato vinculado ao tornar pública a
existência de cargos vagos e o interesse em provê-los. Portanto, até
expirar o lapso de eficácia jurídica do certame, tem o poder-dever
de convocar os candidatos aprovados no limite das vagas que veiculou
no edital, respeitada a ordem classificatória. Precedentes.
3. A manutenção da postura de deixar transcorrer o prazo sem
proceder ao provimento dos cargos efetivos existentes por aqueles
legalmente habilitados em concurso público importaria em lesão aos
princípios da boa-fé administrativa, da razoabilidade, da lealdade,
da isonomia e da segurança jurídica, os quais cumpre ao Poder
Público observar.
4. Afasta-se a alegada conveniência da Administração como fator
limitador da nomeação dos candidatos aprovados, tendo em vista a
exigência constitucional de previsão orçamentária antes da
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5. Recurso ordinário provido para conceder a segurança.
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Alessandro, se ainda está no prazo o seu concurso, procure um Advogado para propor a medida judicial cabível!


Trota, o prazo se foi, mas eu preferi não ir por esse lado embora tenha sido avisado da possibilidade por amigos.

Só por curiosidade, o salário de um fotógrafo aqui em minha cidade (Itu) gira em torno de 800 reais por mês, por uma jornada de 8h diárias.
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#20 Membro offline   IvandeAlmeida 

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Postou 03 dezembro 2009 - 03:52

Ver posttrotatorres, em 3 Dec 2009, 02:25 PM, disse:

Aliás, acabo de ler acima, vc da aula de direito administrativo...


Não dou alulas de direito administrativo, mas de uma determinada atividade pública que precisa ser minimamente informada sobre direito administrativo.

Interessantes os julgados.
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